Notícias  


10/10/09
Caso de intolerância causa expulsão de aluna em universidade

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5/10/09
Debate para o combate à exploração sexual contra crianças e adolescentes
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17/09/09
Confira os vencedores da ação entre amigos ASBRAD

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24/08/09
Entrevista Dalila Figueiredo Fundadora da ASBRAD a Folha Metropolitana

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14/07/2008
Entidade participa da coletânea "Programa de Assitência a crianças e adolescentes vítimas de tráfico para fins de exploração sexual.

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10/07/2007
Entidade participa do Programa Pró-menino Fundação Telefônica.

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10/07/2007
Fortalecer a Rede de Proteção e Assistência à Crianças e Adolescentes.

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Intolerância da universidade provoca repúdio.

 

Apesar da revogação da expulsão da universitária Geisy Arruda pela UNIBAN, o gesto da universidade foi reprovado por todas as personalidades entrevistas pelo DG. Uma professora universitária, o presidente da OAB Guarulhos, a coordenadora da Coordenadoria Municipal da Mulher e a presidente da Organização em Defesa da Mulher condenaram de forma contundente a postura autoritária da UNIBAN.
"Ninguém pode ser condenado sem um julgamento, com ampla defesa." A opinião é de Ossanna Chememian Tolmajian, coordenadora do curso de Direito da Unifig (Centro Universitário Metropolitanao de São Paulo).
Para ela, nos dias de hoje, não possível admitir uma condenação sumária. "O diálogo deve prevalecer no ambiente universitário. E, se for o caso de abertura de um processo administrativo, o acusado deve ter amplo direito de defesa", declara a professora.
"Toda faculdade deve ter um regime interno e estatutos. No caso de um processo, deve-se respeitar a Constituição. Caso o acusado seja condenado, deve-se procurar punições leves, a princípio, e não uma expulsão", explica Ossanna.
Hedy Maselli, coordenadora da Coordenadoria Municipal da Mulher, também ataca a expulsão de Geisy. "Foi uma atitude incompatível com a prática acadêmica. Quando entramos na universidade, o objetivo é elevar o nível de conhecimento. A Uniban jogou esse conceito no lixo", diz Hedy.
A coordenadora cita o preconceito e o machismo na atitude da universidade. "Em pleno século 21, alguns setores importantes da nossa sociedade ainda não conseguiram superar o preconceito. Isso mostra a necessidade urgente de incluirmos a discussão de gênero na nossa cultura e nas grades curriculares", afirma Ossanna.
Airton Trevisan, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Guarulhos também critica a postura da Uniban. "A faculdade teve a pior das atitudes. Em vez de mostrar tolerância, escolheu uma culpada e a puniu. A Uniban deveria ter buscado uma solução em favor da educação", opina o advogado.
A presidente da ASBRAD (Associação Brasileira de Defesa da Mulher, Infância e da Juventude), Dalila Figueiredo, fala em retrocesso. "A UNIBAN agiu na contramão, cometeu uma atitude fora do contexto dos dias de hoje, onde busca-se o fim do preconceito. Universidade é lugar para a construção do conhecimento", declara a presidente


 

Fonte: Diário de Guarulhos / Ano XXIX . nº3093

 

 

 

 

 

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